Como brasileiros, registramos
neste mês de março um fenômeno vergonhoso de retrocesso empresarial e vergonha
política em questões de corrupções e propinas nos diversos convênios firmados,
pelo Governo Federal em áreas de grande responsabilidade como: saúde, esporte,
agricultura, enfim um descompromisso generalizado.
A questão da desindustrialização do
país é uma situação que já vem acontecendo gradativamente, nos últimos dez
anos. A participação das atividades industriais tem causado ao governo, estados
e municípios, grandes prejuízos, quer na geração de receitas como na perda de inúmeras
vagas de trabalho. Sabemos perfeitamente, que medidas imediatistas têm sido
tomadas pela administração, tentando através de ações de desonerações fiscais e
outros incentivos.
Agora mesmo, assistimos, durante
a semana que se passou, uma série de cenas explicitas de corrupção, nas quais o
Governo Federal se fez ator coadjuvante de 80% das imagens. O que deixa
transparecer é a imensa falta de administração, no Congresso há a prática de
gestão emergente, aquela ocorrida apenas como medida de “remediação”. As ações
somente são providenciadas após a exposição midiática. Quem está no comando a
presidenta, ou a televisão?
Podemos citar o artigo do
jornalista Guilherme Fiúza, no qual descreve a situação com muita propriedade
sobre a “Propina e o governo fantástico”, como segue abaixo:
"A propina e o governo fantástico"
Guilherme Fiúza
A corrupção continua surpreendendo o governo Dilma. A reportagem do "Fantástico”"mostrando uma rede de propinas entre fornecedores de hospitais públicos chocou a presidente e seus ministros.
A imprensa vive dando notícia ruim para o governo popular.
Dilma e seus companheiros nem desconfiavam dos superfaturamentos no Dnit. Não faziam idéia da máfia das ONGs nos Esportes e no Trabalho. Não supunham que o Turismo tinha virado fábrica de convênios piratas. Não podiam imaginar o tráfico de influência na Agricultura e nas Cidades.
Graças a Deus, sempre aparece um repórter para contar tudo a eles.
Aí a turma da faxina entra em ação. A denúncia do esquema de fraudes na Saúde ressuscitou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Não se ouvia falar nele desde que anunciou a criação de UPPs pelos quatro cantos do país (projeto que continua firme na literatura governamental).
Agora Cardozo ressurge, indignado. Diante dos holofotes, em tom grave, anunciou que as denúncias são intoleráveis e precisam ser apuradas.
Eis aí uma boa notícia: o ministro da Justiça assiste ao "Fantástico".
Aloísio Mercadante, ministro da Educação, também gritou. Disse que "o MEC está à disposição" da UFRJ para a investigação das denúncias no hospital universitário. Não precisava ser tão corajoso assim.
Para moralizar as compras na saúde, Mercadante também anunciou a criação da empresa brasileira de serviços hospitalares. Perfeito. Todos sabem que, diante da corrupção no Estado, o melhor a fazer é criar mais uma estatal.
O novo ninho de companheiros há de aprender rápido a "ética do mercado", revelada pela microcâmera do "Fantástico".
Chega a ser comovente a capacidade do governo popular de se indignar com o fisiologismo que patrocina.
A imagem-síntese é Dilma Rousseff, de braço dado com José Sarney, anunciando um basta ao toma lá, dá cá no Congresso.
O Brasil acredita nisso. E o coelhinho da Páscoa vem aí (se o "Fantástico" não desmascarar).
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