É, as aparências enganam.
Referência para mais de 3 milhões de pessoas numa região do Estado, com uma estimativa de 2.500 milhões de habitantes? Será que está correto? A nossa região começou a ser povoada no século XVIII por bandeirantes Paulistas como Fernão Dias e se expandiu no início do século XIX com a chegada de ondas de imigrantes italianos e comerciantes sírio-libaneses, e ainda falta um pouco para 3 milhões, no século XXI.
Em Varginha um hospital de responsabilidade do município, juntamente com o centro de oncologia, adquirido e equipado pelo nosso município em administrações anteriores, e com destinação do apoio estadual, o Hospital Regional e a Maternidade, está com mais de 50 anos, e dois hospitais particulares, que contam com uma estrutura moderna de atendimento médico especializado, não apenas para aos planos de saúde para os quais respondem, mas também às necessidades dos planos públicos. Uma realidade!
É de se assustar o modo como apresentam os procedimentos realizados na saúde e divulgados na imprensa local, pelo setor público em Varginha. Contrasta com o péssimo atendimento nos postos de saúde, com filas, prazos longos de marcação de consultas e falta de medicamentos. Assim, como me perguntaram esses dias “... aquela propaganda na televisão é sobre qual cidade. Varginha?”... Eu pergunto se o sistema de saúde está com números tão bons porque será tantas reclamações? Há de se dizer que a maior parte dos atendimentos é feita pelos programas de saúde do governo federal e estadual.
É indiscutível que somos um pólo regional em várias áreas, assim, como em toda a região sul mineira mesmo as cidades mais precárias possuem o mesmo atendimento. Sem contar cidades como Alfenas, Pouso Alegre, Itajubá com faculdades de medicina. Sabemos também do grande número de pacientes transferidos para outros grandes centros em tratamento especializado.
O governo municipal tenta mostrar com o chapéu alheio a conquista da melhoria na saúde. São dos mais graves os problemas na administração por parte do município, instalação de CPI no Hospital Regional, empreguismo na gestão do hospital Bom Pastor, e para não se esquecer até concurso cancelado, lembra? “RETRABALHO”. E quem paga a conta?
Com todos os recursos obtidos, quer com recursos do Governo Federal ou Estadual na manutenção dos diversos programas de saúde destes governantes, a administração municipal, cuja preocupação se deve apenas ao cumprimento da transparência visual, não tem a capacidade nem de valorizar, os servidores que possui formação profissional e técnica na área da saúde. Chegando ao caminho, como é costume do PT, de entregar a terceiros a administração do próprio hospital do município com a contratação de pessoas totalmente desconhecidas, a não ser, se for por interesses, como é de praxe do partido. Ser candidato a reeleição para quê? Se não tem gente para gerir as coisas públicas, muita corrupção, desmandos, e onde ficam as realizações? Ou seja, deixa como está pra ver como é que fica.
Dentre policlínicas, Centros de Atenção, Casa da Gestante entre outros o custo anunciado é de R$ 30 milhões anual. Porém destaca-se a oncologia e a cirurgia cardíaca com faturamento anual de cerca de R$ 50 milhões, ora, o que faz pensar? Com esta receita se paga os custos das outras áreas da saúde? Se é assim, onde os R$ 20 milhões restantes são distribuídos? Fico cada dia mais perplexo, nos últimos dias um vereador da cidade questionou as informações dadas à população pela prefeitura municipal através de um comercial de televisão, como podemos perceber estão tentando com inverdades, ou com notícias distorcidas influenciar a população. Alerta! Cuidado! Quanto mais alto a coruja voa, maior pode ser o tombo.
Enfim, seria também o caso, se for para as coisas permanecerem como estão, a prefeitura poderia anunciar uma licitação para a contratação de um administrador executivo para a cidade. Mas, não vamos ser pessimistas, porque em outubro o povo de Varginha, com sabedoria, através do voto poderá modificar toda esta situação. E finalizo, diante de tanta cachorrada. Há, se a carrocinha resolvesse fazer uma coleta, não haveria canil suficiente.
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