Inadimplência dispara e aponta para PIB menor
A economia brasileira vai crescer bem menos do que o esperado em 2012, segundo estimativas de mercado. Já há quem preveja expansão de apenas 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima avanço econômico entre 2,8% e 3,8%. O próprio governo, que no início do ano falava em avanço de 4,5% na soma da produção de bens e serviços do país, já projeta taxa mais realista, de 3%. Os sintomas de que o encolhimento da expansão econômica virá de fato podem ser notados em vários indicadores conjunturais. A inadimplência medida pela Serasa Experien subiu 4,8% em abril de 2012 frente ao mês anterior e 23,7% na comparação com igual intervalo do ano passado. Essa foi a maior alta no calote em 10 anos. No mês passado, a dívida média do brasileiro aumentou 12%, saindo de R$ 4.968 em março para R$ 5.581 em abril, aponta o Índice de Expectativa das Famílias (IEF), divulgado ontem pelo Ipea.
Outros ingredientes compõem o coquetel da desaceleração econômica no Brasil este ano. O valor médio das dívidas dos brasileiros é o maior dos últimos 12 meses segundo o IEF. Some-se a isso uma preocupante redução nos investimentos do país, que, segundo o Ipea, saiu de 1,5% do PIB no início de 2004 até atingir 2,8% no fim de 2010, para cair a 2,3% ao fim de 2011. O consumo das famílias também cresceu menos no ano passado. No quarto trimestre de 2010 avançou 7,3% e nos três últimos meses de 2011 apenas 2,1%. Além disso, a redução dos juros bancários ainda não foi sentida pelos consumidores, a não ser aqueles que mantêm ótimo relacionamento com as instituições financeiras. A saída, agora, será negociar as dívidas e pagá-las antes de gastar por aí.
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Publicação do Estado de Minas em 17/05/2012
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