segunda-feira, 21 de maio de 2012

Parece Marte, mas é Minas...



    De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI), do Governo do Estado de Minas Gerais,  protocolos de intenção firmados entre empresas e o Estado, de 2010 até abril deste ano, indicam surgimento de 37,5 mil novos postos de trabalho no Triângulo.

    O motor para a abertura de todo esse novo campo de emprego é a onda de investimentos que chega às duas principais cidades da região e, segundo a Secretaria de Desenvolvimento do Estado , os números não incluem a unidade de amônia de Uberaba.” 






                                                                Material publicado na Folha de São Paulo de 20 de maio de 2012

Investimento invade o Triângulo Mineiro

ARARIPE CASTILHO
DE RIBEIRÃO PRETO

     A localização que faz do Triângulo Mineiro a principal rota de riquezas entre o Sudeste e o Centro-Oeste é também o maior atrativo de ondas de investimentos que banham Uberaba e Uberlândia de tempos em tempos.

    A atual maré de recursos que chega somente a essas duas cidades do interior de Minas Gerais é de pelo menos R$ 9 bilhões em recursos públicos e da iniciativa privada.

    São investimentos que incluem, por exemplo, planos da Petrobras para o Brasil alcançar autossuficiência em amônia (gás usado na fabricação de fertilizantes) e ações privadas que prometem gerar mais empregos na região.

    Os recursos já aplicados fizeram o PIB (Produto Interno Bruto) das duas cidades crescer mais de 220% em dez anos. O Triângulo também criou, desde 2010, 37 mil postos de trabalho (leia texto nesta página).

    Segundo a Prefeitura de Uberlândia, de 2008 a abril deste ano foram anunciados R$ 5,2 bilhões de investimentos privados na cidade.

    No pacote estão os R$ 200 milhões para instalação de um centro de distribuição do grupo B2W, que controla as Lojas Americanas e os sites de compras Submarino e Shoptime, além de ampliações em unidades da Algar, da JBS, da Monsanto, da Sadia, da Souza Cruz, da Syngenta e de outras empresas.

   Com mais de 610 mil habitantes, Uberlândia tem 22 instituições privadas de ensino superior e uma universidade federal. "Além de mercado, temos mão de obra qualificada para as empresas", disse o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Paulo Sérgio Ferreira.

Editoria de Arte



    Já Uberaba é conhecida como tradicional polo pecuário -hoje, parte das pastagens é invadida pela atividade canavieira-, mas é no setor de fertilizantes que o município vê o gatilho para uma disparada no crescimento.

    A unidade da Vale Fertilizantes em Uberaba deve concluir em novembro deste ano um projeto de expansão no valor de R$ 462 milhões.

    A empresa gera 7.700 empregos na fábrica de Uberaba e em outras três também em Minas Gerais.

    Com a fábrica de amônia que a Petrobras começou a construir na cidade, a intenção do governo é tornar o Brasil autossuficiente na produção do gás, como anunciou em 2011 a presidente Dilma Rousseff, no lançamento da obra em Uberaba.

    O secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Carlos de Assis Pereira, disse que o investimento da estatal, perto de R$ 2 bilhões até 2014, vai gerar 4.500 empregos diretos só na obra.

    Mas, segundo ele, um investimento complementar à unidade de amônia é que vai gerar mais oportunidades de crescimento à região.

     Exportar é preciso

    Um gasoduto de R$ 760 milhões entre o interior de São Paulo e Uberaba atrairá empresas que usam gás como combustível na produção, como fábricas de cimento, ladrilhos e gás veicular.

   Aprovada neste ano pelo governo federal, a Zona de Processamento de Exportações (ZPE) localizada em Uberaba terá 2 milhões de metros quadrados e deve receber R$ 30 milhões de investimentos privados, segundo o governo local, que abrirá edital para a primeira etapa do parque neste ano.

   A perspectiva é que setores ligados ao setor agropecuário de Minas Gerais queiram investir na ZPE para poder aproveitar os incentivos à exportação, disse Pereira.





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