Prefeitos
derrotados chutam o balde
Prestes
a deixar as prefeituras, eles suspendem obras e serviços básicos.
Municípios
mineiros em que os chefes do Executivo não foram reeleitos ou não fizeram seus
sucessores sofrem com a coleta de lixo interrompida, servidores sem salário ou
demitidos, inclusive médicos, suspensão de obras, redução de atendimento de
saúde e corte do transporte escolar. Essas situações de enorme passivo deixado
para a próxima administração foram verificadas pelo Estado de Minas em
Matozinhos e Santa Luzia, na Grande BH; Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha; e
Engenheiro Navarro, Glaucilândia, Bonito de Minas e Januária, todas no Norte do
estado. Nesta última, até a luz da rodoviária foi cortada.
“Mais
uma grande oportunidade o governo federal decidiu abrir um novo parcelamento
para dívidas de contribuições previdenciárias de responsabilidades de prefeitos
e governadores. Através de uma MEDIDA PROVISÓRIA publicada no Diário Oficial da
União no dia 14 de novembro. Será de suma importância para os municípios
tentarem mais uma vez regularizarem suas situações previdenciárias com grandes
vantagens oferecidas novamente inclusa na referida MP.” Aloysio Ribeiro de
Almeida.
MP
alivia caixa de municípios e Estados
RENATA
VERÍSSIMO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Para
dar uma folga no caixa dos Estados e municípios, o governo federal decidiu
abrir um novo parcelamento para dívidas de contribuições previdenciárias de
responsabilidade de prefeitos e governadores.
Aqueles
que aderirem ao programa, estabelecido numa Medida Provisória publicada ontem
no Diário Oficial da União, terão abatidos dos repasses dos fundos de
participação de Estados (FPE) e municípios (FPM) o valor equivalente a 2% da
média mensal da receita corrente líquida para quitar os débitos vencidos até 31
de outubro. Além disso, também vão autorizar a União a reter dos fundos o valor
equivalente à contribuição previdenciária mensal devida daqui para a frente.
O
chefe da Divisão de Parcelamentos da Receita Federal, Frederico Faber, explicou
que há muita inadimplência de Estados e, principalmente, dos municípios.
Segundo ele, a MP atende uma reivindicação dos governadores e prefeitos e abre
a possibilidade de negociar o passivo e evitar novas dívidas. Faber disse que a
situação dos municípios é mais crítica.
Além
de uma alta inadimplência com a Receita, muitos argumentam que estão tendo
perda de arrecadação por causa das desonerações de Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) promovidas pelo governo federal.
Os
prefeitos já tiveram dois programas de parcelamento de dívidas previdenciárias,
em 2005 e 2009, mas poucos cumpriram todos os procedimentos fixados. Agora, com
o pagamento das parcelas inadimplentes e as correntes vinculadas aos fundos de
participação, a Receita espera resolver o problema porque terá o controle dos
recursos.
A
MP também dá redução de 60% no valor das multas, de 25% nos juros e de 100% nos
demais encargos legais.
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