“O PASSADO ESTÁ FEITO
Precisamos retomar Varginha à posição de liderança do estado
e do país que ela sempre se destacou. Dotada de uma situação privilegiada, equidistante
do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, sempre foi referência para
grandes investimentos, destacando os polos de mecânica pesada, automotivo,
grandes empresas de transformação, condomínios empresariais, centros de
distribuição, grandes lojas de departamento e agora também, num futuro próximo,
a construção de um shopping. Único aeroporto regional com vôos diários para
diversas capitais e conexões, sem contarmos também com a grande importância do
Porto Seco. No café, principal polo da cafeicultura da região na
comercialização, exportação e industrialização. Cidade possuidora de todos
serviços nas áreas de educação, com faculdades federal e particular, um grande centro
universitário, escolas profissionais (SENAI, SESI, SENAC, SEBRAE, CEFET).
Também centro de referência na saúde, nas especialidades de cardiologia e
oncologia. Contamos também com todos os órgãos públicos federal e estadual, inclusive
na questão da segurança. Com todos esses grandes indicadores econômicos e sociais, temos tudo para revitalizarmos a tradição da cidade como polo e geradora de empregos e mais oportunidades.
Tendo um dos maiores orçamentos da região, na ordem de quase
trezentos milhões de reais, incluindo os repasses federal e estadual, o que
corresponde a um milhão de reais por
dias úteis.
Com tudo isso, agora o futuro depende do que vamos fazer!”
Aloysio Ribeiro de Almeida
Presidente da ACIV
Desempenho de indicadores
sociais tem sido preponderante para definir investimentos em Minas. Estado está
pela 1º vez na categoria mais alta do índice de desenvolvimento da Firjan.
Além do Benefício Fiscal
Disputados a peso de ouro pelas prefeituras municipais, os investimentos
recentes de grandes empresas em Minas Gerais, como a Panasonic, Ambev e a
chinesa XCMG, alimentam uma rota de destinos melhor estruturados no estado para
receber projetos da iniciativa privada, não só da indústria, como também do
setor de prestação de serviços. A despeito da localização e de uma logística
eficiente de acesso das empresas ao mercado consumidor, o bom desempenho dos
indicadores de emprego e renda, educação e saúde é que tem aberto espaço nesse
ranking mais robusto de municípios que apresentaram maior nível de
desenvolvimento socioeconômico nos últimos 10 anos, entre 2000 e 2010.
Das 851 cidades mineiras, 33 conquistaram a condição de alto
desenvolvimento, conforme o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM),
criado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) para acompanhar
a evolução socioeconômica dos 5.565 municípios brasileiros. No começo dos anos
2000, nenhuma cidade mineira aparecia na relação de municípios de alto
desenvolvimento, classificados com índices sempre superiores à pontuação 0,8. O
estudo tem como base uma série de fontes oficiais de dados sobre emprego e
renda, educação e saúde, variando de zero a um.
A nova edição que a Firjan acaba de lançar, relativa a 2010, incluiu
Minas pela primeira vez na categoria mais alta do IFDM, com pontuação 0,820,
frente ao índice bem mais modesto, de 0,632, do começo dos anos 2000. A
variação na década foi de 29,7% e está influenciada pelo progresso dos
indicadores das três áreas analisadas pela instituição. O economista Jonathas
Goulart Costa, da Firjan, afirma que os municípios mineiros passaram a
desfrutar de uma posição privilegiada, na comparação com as cidades
brasileiras, uma vez que 80% deles (681 do total de 851 no estado) apresentam
índices superiores a 0,6%.
“O ideal é que como ocorreu em Minas as três vertentes do
desenvolvimento (emprego e renda, educação e saúde) evoluam”, afirma. Outra boa
notícia é que a lista dos municípios com mais alto IFDM mostra a diversificação
da atividade econômica do estado, incluindo cidades industrializados como
Extrema e Pouso Alegre, no Sul de Minas; Uberlândia, que é polo do agronegócio
e do setor de serviços , e a cidade mineradora de Congonhas (veja o quadro).
Avanço
O bom desempenho mineiro não foi isolado. No Brasil, dobrou, na década,
o número de cidades no patamar de desenvolvimento moderado. Para o presidente
do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Mateus Cotta de Carvalho, o
resultado é reflexo de um período em que a economia mineira cresceu acima da
média nacional, associado a avanços na infraestrutura da educação e da saúde.
“Trata-se de uma percepção de que o incentivo fiscal não é o único fator que
atrai os investidores.”, afirma. Concorda com ele Lincoln Gonçalves, presidente
do Conselho de Política Industrial e Econômica da Federação das Indústrias do
Estado de Minas Gerais (Fiemg).
Em Extrema, onde a Panasonic inaugurou a sua primeira fábrica de linha
branca fora do continente asiático, o controlador da prefeitura e vice-prefeito
eleito, João Batista da Silva, afirma que o forte crescimento da indústria
acompanhou medidas do governo municipal no sentido de melhorar os indicadores
sociais. A cidade recebeu R$ 80 milhões em aportes do setor privado neste ano,
para uma geração de 720 empregos diretos. O secretário municipal de
desenvolvimento econômico de Pouso Alegre, Renato Torres, estima R$ 1 bilhão em
investimentos privados na cidade desde 2010, incluindo novos projetos como a da
fábrica de máquinas pesadas da chinesa XCMG e um shopping center. A economia
mais dinâmica de Uberlândia, no Triângulo, retrata, a melhora dos índices de
qualidade de vida no município, segundo o prefeito Odelmo Leão Carneiro. O mais
recente investimento anunciado é a fábrica de cerveja da Ambev, orçada em R$
550 milhões.
Fonte: Estado de Minas

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