segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


“O PASSADO ESTÁ FEITO

Precisamos retomar Varginha à posição de liderança do estado e do país que ela sempre se destacou. Dotada de uma situação privilegiada, equidistante do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, sempre foi referência para grandes investimentos, destacando os polos de mecânica pesada, automotivo, grandes empresas de transformação, condomínios empresariais, centros de distribuição, grandes lojas de departamento e agora também, num futuro próximo, a construção de um shopping. Único aeroporto regional com vôos diários para diversas capitais e conexões, sem contarmos também com a grande importância do Porto Seco. No café, principal polo da cafeicultura da região na comercialização, exportação e industrialização. Cidade possuidora de todos serviços nas áreas de educação, com faculdades federal e particular, um grande centro universitário, escolas profissionais (SENAI, SESI, SENAC, SEBRAE, CEFET). Também centro de referência na saúde, nas especialidades de cardiologia e oncologia. Contamos também com todos os órgãos públicos federal e estadual, inclusive na questão da segurança. Com todos esses grandes indicadores econômicos e sociais, temos tudo para revitalizarmos a tradição da cidade como polo e geradora de empregos e mais oportunidades.
Tendo um dos maiores orçamentos da região, na ordem de quase trezentos milhões de reais, incluindo os repasses federal e estadual, o que corresponde a um milhão de reais por dias úteis.
Com tudo isso, agora o futuro depende do que vamos fazer!”

Aloysio Ribeiro de Almeida
Presidente da ACIV



·Incentivo aos Negócios

Desempenho de indicadores sociais tem sido preponderante para definir investimentos em Minas. Estado está pela 1º vez na categoria mais alta do índice de desenvolvimento da Firjan.

Além do Benefício Fiscal





Disputados a peso de ouro pelas prefeituras municipais, os investimentos recentes de grandes empresas em Minas Gerais, como a Panasonic, Ambev e a chinesa XCMG, alimentam uma rota de destinos melhor estruturados no estado para receber projetos da iniciativa privada, não só da indústria, como também do setor de prestação de serviços. A despeito da localização e de uma logística eficiente de acesso das empresas ao mercado consumidor, o bom desempenho dos indicadores de emprego e renda, educação e saúde é que tem aberto espaço nesse ranking mais robusto de municípios que apresentaram maior nível de desenvolvimento socioeconômico nos últimos 10 anos, entre 2000 e 2010.

Das 851 cidades mineiras, 33 conquistaram a condição de alto desenvolvimento, conforme o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), criado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) para acompanhar a evolução socioeconômica dos 5.565 municípios brasileiros. No começo dos anos 2000, nenhuma cidade mineira aparecia na relação de municípios de alto desenvolvimento, classificados com índices sempre superiores à pontuação 0,8. O estudo tem como base uma série de fontes oficiais de dados sobre emprego e renda, educação e saúde, variando de zero a um.

A nova edição que a Firjan acaba de lançar, relativa a 2010, incluiu Minas pela primeira vez na categoria mais alta do IFDM, com pontuação 0,820, frente ao índice bem mais modesto, de 0,632, do começo dos anos 2000. A variação na década foi de 29,7% e está influenciada pelo progresso dos indicadores das três áreas analisadas pela instituição. O economista Jonathas Goulart Costa, da Firjan, afirma que os municípios mineiros passaram a desfrutar de uma posição privilegiada, na comparação com as cidades brasileiras, uma vez que 80% deles (681 do total de 851 no estado) apresentam índices superiores a 0,6%.

“O ideal é que como ocorreu em Minas as três vertentes do desenvolvimento (emprego e renda, educação e saúde) evoluam”, afirma. Outra boa notícia é que a lista dos municípios com mais alto IFDM mostra a diversificação da atividade econômica do estado, incluindo cidades industrializados como Extrema e Pouso Alegre, no Sul de Minas; Uberlândia, que é polo do agronegócio e do setor de serviços , e a cidade mineradora de Congonhas (veja o quadro).

Avanço

O bom desempenho mineiro não foi isolado. No Brasil, dobrou, na década, o número de cidades no patamar de desenvolvimento moderado. Para o presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Mateus Cotta de Carvalho, o resultado é reflexo de um período em que a economia mineira cresceu acima da média nacional, associado a avanços na infraestrutura da educação e da saúde. “Trata-se de uma percepção de que o incentivo fiscal não é o único fator que atrai os investidores.”, afirma. Concorda com ele Lincoln Gonçalves, presidente do Conselho de Política Industrial e Econômica da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Em Extrema, onde a Panasonic inaugurou a sua primeira fábrica de linha branca fora do continente asiático, o controlador da prefeitura e vice-prefeito eleito, João Batista da Silva, afirma que o forte crescimento da indústria acompanhou medidas do governo municipal no sentido de melhorar os indicadores sociais. A cidade recebeu R$ 80 milhões em aportes do setor privado neste ano, para uma geração de 720 empregos diretos. O secretário municipal de desenvolvimento econômico de Pouso Alegre, Renato Torres, estima R$ 1 bilhão em investimentos privados na cidade desde 2010, incluindo novos projetos como a da fábrica de máquinas pesadas da chinesa XCMG e um shopping center. A economia mais dinâmica de Uberlândia, no Triângulo, retrata, a melhora dos índices de qualidade de vida no município, segundo o prefeito Odelmo Leão Carneiro. O mais recente investimento anunciado é a fábrica de cerveja da Ambev, orçada em R$ 550 milhões.

Fonte: Estado de Minas

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