Aécio, que é o candidato
virtual do PSDB à Presidência, fez ataques aos governos petistas e à cartilha
editada pelo PT com comparações à gestão do ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso.
Em uma referência à sua possível adversária
na disputa de 2014, Aécio afirmou não ser "mais a presidente quem
governa". "Hoje, quem governa hoje o país é a lógica da
reeleição."
O discurso de Aécio
é a largada pública do PSDB à disputa de 2014. As bancadas do partido na Câmara
e no Senado, além do presidente, Sérgio Guerra (PSDB-PE), compareceram em peso
ao plenário da Casa para acompanhar o discurso do senador.
O senador disse que
sua fala é uma "colaboração crítica" à prática do PT de exaltar os
governos de Dilma e do ex-presidente Lula e minimizar os feitos de FHC.
"O PT
transformou o nosso partido no convidado de honrar da sua festa. Eu aceito o
convite porque temos muito o que dizer aos nossos anfitriões. Apesar do esforço
do partido em se apresentar como redentor do Brasil moderno, é justo assinalar
algumas ausências importantes na celebração petista. Nela, não estão presentes
a autocrítica, a humildade e o reconhecimento", disse.
Em um ataque aos
petistas, Aécio afirmou que o partido que hoje também celebra dez anos de
governo precisa definir que tipo de comemoração vai realizar.
"Qual o PT que
celebra aniversário hoje? O que fez da ética sua principal bandeira eleitoral
ou o que defende em praça pública os réus do mensalão? O que condenou privatizações
do PSDB ou que as realiza hoje, sem constrangimento? O que defende o Estado
forte ou o que coloca e risco as principais empresas nacionais?",
questionou.
O tucano disse que
o "Brasil não foi descoberto em 2003", quando Lula tomou posse, mas
conseguiu muitos resultados positivos em sua gestão "graças às
contribuições de governos anteriores".
Aécio lembrou
episódios no qual diz que o PT "errou" no passado, como não ter
apoiado a Constituição de 1988, ter se colocado contra o Plano Real e a Lei de
Responsabilidade Fiscal. "Todas as vezes em que o PT teve que optar entre
o Brasil e o PT, o PT ficou com o PT."
Em um recado a
Dilma, Aécio disse que a presidente chega à metade de seu mandato "longe
de cumprir as promessas de 2010".
"O Brasil parou.
Os pilares da economia estão em deterioração."
FRACASSOS
Aécio disse que
teve "dificuldades" para listar "apenas 13 fracassos" do
PT. O número, simbólico, foi escolhido pelo tucano por ser o número do PT nas
urnas.
Entre os erros
apontados, estão o PIB (Produto Interno Bruto) per capita abaixo do esperado, a
paralisia de obras pelo país, o sucateamento das indústrias, o baixo
crescimento econômico com a inflação acima da meta esperada pela equipe
econômica, a perda de credibilidade externa do país e o "desmonte" de
estatais, como a Petrobras e a Eletrobras.
Aécio também
colocou como "erros" o discurso "irreal" de
autossuficiência em combustíveis, os riscos de apagão constantes e a
concentração da autonomia governamental nas mãos da União.
Para o tucano,
também há "fracassos" na segurança pública, educação, saúde. E no
"estímulo à intolerância e ao autoritarismo".
"Setores do PT
estimulam a intolerância como instrumento de ação política, tratam adversário
como inimigo a ser batido. Tentam cercear a liberdade de imprensa. Para fugir
do debate, transformam em alvo aqueles que têm coragem de apontar seus
erros", afirmou.
Aécio deixou para
listar como último "fracasso" do PT o que chamou de "conivência
com maus exemplos".
"São práticas
que afrontam a consciência ética do país. Os casos de corrupção se sucedem. Não
falta quem defenda ilegalidades sob o tom de que os fins justificam os
meios", disse.
CANDIDATO
Para rebater Aécio,
o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que o discurso do tucano não era
competitivo para quem pleiteia disputar a Presidência, pois o tucano não
mencionou as palavras "povo, pessoas, gente, emprego, miséria".
"Em mais de 30
minutos de discurso, pessoa, gente, inclusão, miséria, isso não foi colocado em
pauta. Mais de 40 milhões de brasileiros entraram na classe média. Em relação à
miséria, vamos conseguir chegar a perto da erradicação da miséria do nosso
país. Vossa Excelência também não falou de emprego", criticou o petista.
Em defesa de Aécio,
os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)
afirmaram que todo o discurso do tucano foi focado no povo.
"Eles [PT] não
sabem ouvir. Não ouviu o discurso do senador Aécio que falou de seca, é povo, é
gente brasileira que sofre hoje no Nordeste com a omissão absoluta do governo
federal", afirmou Cunha Lima.
Após o discurso, o
presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teve que suspender a sessão
por alguns minutos para que o tucano recebesse cumprimentos de aliados.
Leia a íntegra do
discurso
Senhor presidente,
Senhoras e senhores
senadores,
Aproveito a
oportunidade, extremamente emblemática, em que o Partido dos Trabalhadores
festeja os seus 33 anos de existência --e uma década de exercício de poder à
frente da Presidência-- para emprestar-lhes alguma colaboração crítica.
Confesso que o faço
neste momento completamente à vontade, haja vista a cartilha especialmente
produzida pela legenda para celebrar a ocasião festiva.
Nela, de forma
incorreta, o PT trata como iguais as conjunturas e realidades absolutamente
diferentes que marcaram os governos do PSDB e do PT.
Ao escolher
comemorar o seu aniversário falando do PSDB, o PT transformou o nosso partido
no convidado de honra da sua festa.
Eu aceito o convite
até porque temos muito o que dizer aos nossos anfitriões.
Apesar do esforço
do partido em se apresentar como redentor do Brasil moderno, é justo assinalar
algumas ausências importantes na celebração petista.
Nela, não estão
presentes a autocrítica, a humildade e o reconhecimento. Essas são algumas das
matérias-primas fundamentais do fazer diário da política e que, infelizmente,
parecem estar sempre em falta na prática dos nossos adversários.
Mas afinal, qual é
o PT que celebra aniversário hoje?
O que fez do
discurso da ética, durante anos, a sua principal bandeira eleitoral, ou o que
defende em praça pública os réus do mensalão?
O que condenou com
ferocidade as privatizações conduzidas pelo PSDB ou o que as realiza hoje, sem
qualquer constrangimento?
O que discursa
defendendo um Estado forte ou o que coloca em risco as principais empresas
públicas nacionais, como a Petrobras e a Eletrobras?
O Brasil clama por
saber: qual PT aniversaria hoje?
O que ocupou as
ruas lutando pelas liberdades ou o que, no poder, apoia ditaduras e defende o
controle da imprensa?
O PT que
considerava inalienáveis os direitos individuais ou o que se sente ameaçado por
uma ativista cuja única arma é a sua consciência?
A verdade é que
hoje seria um bom dia para que o PT revisitasse a sua própria trajetória, não
pelo espelho do narcisismo, mas pelos olhos da história.
Até porque, ao
contrário do que tenta fazer crer a propaganda oficial, o Brasil não foi
descoberto em 2003.
Onde esteve o PT em
momentos cruciais, que ajudaram o Brasil a ser o que é hoje?
Como já disse aqui,
todas as vezes que o PT precisou escolher entre o PT e o Brasil, o PT escolheu
o PT.
Foi assim quando
negou seu apoio a Tancredo no Colégio Eleitoral para garantir o nosso
reencontro com a democracia.
Foi assim quando
renegou a constituição cidadã de Ulysses.
Quando eximiu-se de
qualquer contribuição à governabilidade no governo Itamar Franco e quando se
opôs ao Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal
Em todos esses
instantes o PT optou pelo projeto do PT.
Fato é que, no
governo, deram continuidade às políticas criadas e implantadas pelo presidente
Fernando Henrique.
E fizeram isso sem
jamais reconhecer a enorme contribuição dada pelo governo do PSDB na construção
das bases que permitiram importantes conquistas alcançadas no período de
governo do PT.
No governo ou na
oposição temos as mesmas posições.
Não confundimos
convicção com conveniência.
Nossas convicções
não nos impedem de reconhecer que nossos adversários, ao prosseguirem com ações
herdadas do nosso governo, alcançaram alguns avanços importantes para o Brasil.
Da mesma forma, são
elas, as nossas convicções, que sustentam as críticas que fazemos aos
descaminhos da atual gestão federal.
Senhoras e senhores
senadores,
A presidente Dilma
Rousseff chega à metade de seu mandato longe de cumprir as promessas da campanha
de 2010.
Há uma infinidade
de compromissos simplesmente sublimados.
A incapacidade de
gestão se adensou, as dificuldades aumentaram e o Brasil parou.
Os pilares da
economia estão em rápida deterioração, colocando em risco conquistas que a
sociedade brasileira logrou anos para alcançar, como a estabilidade da moeda.
Senhoras e senhores
Sei que a grande
maioria das senadoras e senadores conhece as dezenas de incongruências deste
governo, que têm feito o país adernar em um mar de ineficiência e equívocos.
Mas o resultado do
conjunto da obra é bem maior do que a soma de suas partes.
Nos poucos minutos
de que disponho hoje gostaria de convidá-los a percorrer comigo 13 dos maiores
fracassos e das mais graves ameaças ao nosso futuro produzidos pelo governo que
hoje comemora 10 anos.
Confesso que não
foi fácil escolher apenas 13 pontos.
1. O
comprometimento do nosso desenvolvimento:
Tivemos um biênio
perdido, com o PIB per capita avançando minúsculo 1%. Superamos em crescimento
na região apenas o Paraguai. Um quadro inimaginável há alguns anos.
2. A paralisia do
país: o PAC da propaganda e do marketing
O crítico problema
da infraestrutura permanece intocado. As condições de nossas rodovias, portos e
aeroportos nos empurram para as piores colocações dos rankings mundiais de
competitividade. O Brasil está parado.
São raras as obras
que se transformaram em realidade e extenso o rol das iniciativas só serve à
propaganda petista.
3. O tempo perdido:
A indústria sucateada
O setor industrial
- que tradicionalmente costuma pagar os melhores salários e induzir a inovação
na cadeia produtiva - praticamente não tem gerado empregos. Agora começa a
desempregar, como mostrou o IBGE. Estamos voltando à era JK, quando éramos
meros exportadores de commodities.
4. Inflação em
alta: a estabilidade ameaçada
O PT nunca
valorizou a estabilidade da moeda.
Na oposição, combateu
o Plano Real.
O resultado é que
temos hoje inflação alta, persistentemente acima da meta, com baixíssimo
crescimento. Quem mais perde são os mais pobres.
5. Perda da
Credibilidade: A Contabilidade criativa
A má gestão
econômica obrigou o PT a malabarismos inéditos e manobras contábeis que estão
jogando por terra a credibilidade fiscal duramente conquistada pelo país.
Para fechar as
contas, instaurou-se o uso promíscuo de recursos públicos, do caixa do Tesouro,
de ativos do BNDES, de dividendos de estatais, de poupança do Fundo Soberano e
até do FGTS dos trabalhadores.
Recorro ao
insuspeito ministro Delfim Neto, próximo conselheiro da presidente da republica
que publicamente afirmou:
"Trata-se de
uma sucessão de espertezas capazes de destruir o esforço de transparência que
culminou na magnífica Lei de Responsabilidade Fiscal, duramente combatida pelo
Partido dos Trabalhadores na sua fase de pré-entendimento da realidade
nacional, mas que continua sob seu permanente ataque".
A quebra de
seriedade da política econômica produzidas por tais alquimias não tem qualquer
efeito prático, mas tem custo devastador.
6. A destruição do
patrimônio nacional: a derrocada da Petrobras e o desmonte das estatais
Em poucos anos, a
Petrobras teve perda brutal no seu valor de mercado.
É difícil para o
nosso orgulho brasileiro saber que a Petrobras vale menos que a empresa
petroleira da Colômbia.
Como o PT conseguiu
destruir as finanças da maior empresa brasileira em tão pouco tempo e de forma
tão nefasta?
Outras empresas
estatais vão pelo mesmo caminho.
Escreveu
recentemente o economista José Roberto Mendonça de Barros:
"Não deixa de
ser curioso que o governo mais adepto do estado forte desde Geisel tenha produzido
uma regulação que enfraqueceu tanto as suas companhias".
7. O eterno país do
futuro: o mito da autossuficiência e a implosão do etanol
Todos se lembram
que o PT alçou a Petrobras e as descobertas do pré-sal à posição de símbolos
nacionais. Anunciou em 2006, com as mãos sujas de óleo, que éramos
autossuficientes na produção de petróleo e combustíveis.
Pouco tempo depois,
porém, não apenas somos importadores de derivados como compramos etanol dos
Estados Unidos.
8. Ausência de
planejamento: O risco de apagão
No ano passado,
especialistas apontavam que o governo Dilma foi salvo do racionamento de
energia pelo péssimo desempenho da economia, mas o risco permanece.
Os
"apaguinhos" só não são mais frequentes porque o parque termoelétrico
herdado da gestão FHC está funcionando com capacidade máxima.
A correta opção da
energia eólica padece com os erros de planejamento do PT: usinas prontas não
operam porque não dispõem de linhas de transmissão.
9. Desmantelamento
da Federação: interesses do pais subjugados a um projeto de poder
O governo adota uma
prática perversa que visa fragilizar estados e municípios com o objetivo de
retirar-lhes autonomia e fazê-los curvar diante do poder central.
O governo federal
não assume, como deveria, o papel de coordenador das discussões vitais para a
Federação como as que envolvem as dividas dos estados, os critérios de divisão
do FPE e os royalties do petróleo assistindo passivamente a crescente conflagração
entre as regiões e estados brasileiros.
Assiste, também, ao
trágico do Nordeste, onde faltam medidas contra seca.
10. Brasil
inseguro: Insegurança pública e o flagelo das drogas
Muitos brasileiros
talvez não saibam, mas apesar da propaganda oficial, 87% de tudo investido em
segurança pública no Brasil vêm dos cofres municipais e estaduais e apenas 13%
da União.
Os gastos são
decrescentes e insuficientes: no ano passado, apenas 24% dos R$ 3 bilhões
previstos no Orçamento foram investidos. E isso a despeito de, entre 2011 e
2012, a União já ter reduzido em 21% seus investimentos em segurança.
Um dos efeitos mais
nefastos dessa omissão é a alarmante expansão do consumo de crack no país. E
registro a corajosa posição do governador Geraldo Alckmin nessa questão.
11. Descaso na
saúde, frustração na educação
O governo federal
impediu, através da sua base no Congresso, que fosse fixado um patamar mínimo
de investimento em saúde pela esfera federal. O descompromisso e as sucessivas
manobras com investimentos anunciados e não executados na área agridem milhões
de brasileiros.
Enquanto os
municípios devem dispor de 15% de seus recursos em saúde, os estados 12%, o
governo federal negou-se a investir 10%.
As grandes
conquistas na área da saúde continuam sendo as do governo do PSDB: Saúde da
Família, genéricos, política de combate à AIDS.
Com a educação está
acontecendo o mesmo. O governo herdou a universalização do ensino fundamental,
mas foi incapaz de elevar o nível da qualidade em sala de aula.
Segundo denúncias
da imprensa, das 6.000 novas creches prometidas em 2010, no final de 2012,
apenas 7 haviam sido entregues.
12. O mau exemplo:
o estímulo à intolerância e o autoritarismo.
Setores do PT
estimulam a intolerância como instrumento de ação política. Tratam adversário
como inimigo a ser abatido.
Tentam, e já
tentaram cercear a liberdade de imprensa.
E para tentar
desqualificar as críticas, atacam e desqualificam os críticos, numa tática
autoritária.
Para fugir do
debate democrático, transformam em alvo os que têm a coragem de apontar seus
erros.
A grande verdade é
que o governo petista não dialoga com essa Casa, mantendo-o subordinado a seus
interesses e conveniências, reduzindo-o a mero homologador de Medidas
Provisórias.
13. A defesa dos
maus feitos: a complacência com os desvios éticos.
O recrudescimento
do autoritarismo e da intolerância tem direta ligação com a complacência com
que setores do petismo lidam com práticas que afrontam a consciência ética do
país. Os casos de corrupção se sucedem, paralisando áreas inteiras do governo.
Não falta quem
chegue a defender em praça pública a prática de ilegalidades sobre a ótica de
que os fins justificam os meios.
Ao transformar a
ética em componente menor da ação política, o PT presta enorme desserviço ao
país, em especial às novas gerações.
Senhoras e
senhores,
A grande verdade é,
nestes dez anos, o PT está exaurindo a herança bendita que o governo Fernando
Henrique lhe legou.
A ameaça da
inflação, a quebra de confiança dos investidores, o descalabro das contas
públicas são exemplos de crônica má gestão.
No campo político,
não há mais espaço para tolerar o intolerável.
É intolerável,
senhoras e senhores, a apropriação indevida da rede nacional de rádio e TV para
que o governante possa combater adversários e fazer proselitismo eleitoral.
É intolerável o
governo brasileiro receber de representantes de um governo amigo do PT
informações para serem usadas contra uma cidadã estrangeira em visita ao nosso
país.
Diariamente,
assistimos serem ultrapassados os limites que deveriam separar o público do
partidário.
E não falo apenas
de legalidade. Falo de legitimidade.
Vejo que há quem
sente falta da oposição barulhenta, muitas vezes irresponsável feita pelo PT no
passado.
Pois digo com
absoluta clareza: não seremos e nem faremos esta oposição.
Agir como o PT agiu
enquanto oposição faria com que fôssemos iguais a eles.
E não somos.
Não fazemos
oposição ao Brasil e aos brasileiros. Jamais fizemos.
Tentando mais uma
vez dividir o país entre o nós e o eles, entre os bons e os maus, o PT foge do
verdadeiro debate que interessa ao Brasil e aos brasileiros.
Como construiremos
as verdadeiras bases para transformarmos a administração diária da pobreza em
sua definitiva superação?
Como construiremos
as bases para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável e solidário com
todos os brasileiros?
A esta altura,
parece ser esta uma agenda proibida, sem qualquer espaço no governismo.
Até porque,
senhoras e senhores, se constata aqui o irremediável: não é mais a presidente
quem governa. Hoje, quem governa hoje o país é a lógica da reeleição.
Conteúdo: Folha de São Paulo

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