quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Iluminação pública sob nova gestão


Economia

Até 31 de janeiro de 2014, por determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), todas as distribuidoras de energia do Brasil serão obrigadas a transferir os ativos de seu sistema de iluminação pública para os municípios nos quais eles estão instalados. O sistema contempla as lâmpadas, luminárias, reatores e relés, braços de iluminação e postes exclusivos para iluminação das vias que não suportam rede de energia aérea (como os postes centrais do Anel Rodoviário de BH e os da rodovia MG-10 até o aeroporto de Confins). Em Minas, Itaúna, Nova Lima, Montes Claros e Betim já efetuaram a municipalização. Boa parte das cidades, porém, alega que não está em condições de assumir a administração desses ativos. 


A decisão está assegurada pelo artigo 30 da Constituição federal, que diz que cabe aos municípios organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, que têm caráter essencial. A Aneel entende que iluminação pública se enquadra nessa categoria e, portanto, é de responsabilidade dos municípios. A resolução da agência reguladora estabelece que “a elaboração de projeto, a implantação, expansão, operação e manutenção das instalações de iluminação pública são de responsabilidade do ente municipal ou de quem tenha recebido deste a delegação para prestar tais serviços”. 



Ontem, prefeitos do interior de Minas se reuniram na Prefeitura de Belo Horizonte para debater o assunto. “A questão é mais delicada para as cidades com menos de 20 mil habitantes”, disse um prefeito que participou da reunião, mas pediu para não ser identificado. A Cemig explica que está negociando com cada prefeitura as datas das respectivas municipalizações. A taxa de iluminação pública continuará sendo cobrada com a tarifa de energia. Os municípios deverão pagar à distribuidora a administração desses recursos. Mas segundo Luciano de Souza Carvalho, engenheiro de comercialização da estatal, a existência de uma taxa vai depender de cada município.



Em Itaúna, a municipalização foi feita em 2008. De acordo com o atual prefeito Osmando Pereira da Silva, a Cemig enviou à cidade uma proposta de cobrança é de 5% sobre o valor recolhido a título de taxa de iluminação. “O custo da manutenção (da iluminação pública) aumentou, já que antes parte dele era subsidiado pela Cemig. Os municípios terão que trabalhar com esse ônus e administrar bem a receita de Contribuição de Iluminação Pública (CIP)”, explica. Com a transferência dos ativos, as prefeituras terão de criar uma estrutura de manutenção, com veículos e eletricistas, ou de terceirizar esses serviços por meio de licitação. 



Balanço da Copasa

A Copasa divulgou ontem os resultados financeiros de 2012. O lucro líquido foi de R$ 487 milhões, alta de 3,51% sobre 2011 (R$ 470,4 milhões). Os investimentos no quarto trimestre somaram R$ 252 milhões, totalizando R$ 755 milhões no ano. Já o lucro líquido de outubro a dezembro somou R$ 126 milhões. A receita operacional líquida de água e esgoto da controladora atingiu R$ 2,8 bilhões no ano passado, avanço de 10,3% sobre os R$ 2,5 bilhões registrados em 2011. No quarto trimestre de 2012, a receita líquida de água e esgoto totalizou R$ 744 milhões, 16,6% superior aos R$ 638 milhões apurados em igual período do ano anterior.

Fonte: Estado de Minas

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