A semana está sendo uma montanha-russa para Dilma, que convive com
nova queda na previsão do PIB de 2013 e com o saldo negativo da balança
comercial nos últimos 12 meses, mas anunciou um plano para a safra 2013/2014
elogiado pela CNA (a confederação da agricultura) e recebeu a notícia de um
crescimento da indústria em abril acima do esperado e elogiado pela CNI (a da
indústria).
Na agricultura, financiamento
de R$ 136 bilhões para a nova safra, 18% a mais do que para a anterior, e uma
linha de crédito bastante razoável,
de R$ 25 bilhões, para um dos gargalos do setor: o armazenamento.
Na indústria, que vem puxando o
PIB para baixo, houve crescimento de 1,8% em relação a março e de 8,4% em
relação ao mesmo mês no ano passado, com subida de 1,6% neste ano e tendência
de recuperação, mesmo que ainda discreta.
Dilma também tem tido problemas
sérios com índios de diferentes etnias e de diferentes Estados, mas andou
acertando os ponteiros com a cúpula do Congresso, que, na prática, é a mesma do
PMDB: o vice Michel Temer e os presidentes da Câmara, Henrique Alves, e do
Senado, Renan Calheiros. Apesar de os dois lados insistirem que oencontro foi
"institucional", digamos que fecharam algo como: "Vocês seguram
seus radicais que eu seguro os meus". Se vão conseguir, é outra história.
Por último, o Banco Central
sinalizou na ata de ontem a disposição de endurecer com os juros para priorizar
o combate à inflação (o que não chega, ou não chegava, a ser uma política
simpática ao governo) e está apanhando do dólar, que insiste em movimentos
sorrateiros e rápidos. Sobe, cai, preocupa.
Dilma, portanto, vive
"cada dia sua agonia" --como, de resto, ocorre com todo governante,
por toda a parte. A peculiaridade é que, aqui, ainda paira a sensação de que
falta rumo, falta direção, falta planejamento estratégico. Daí os altos e
baixos. E, principalmente, as incertezas.

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