segunda-feira, 26 de outubro de 2015

ANIVERSÁRIO DE DES(GOVERNO)

26 DE OUTUBRO DE 2015
1º ANIVERSÁRIO DE DESGOVERNO DE DILMA
O grande convidado para comemorar esse aniversário é o diabo


Hoje faz um ano que Dilma foi reeleita presidente. Data fúnebre. Antes da eleição, a candidata esnobou otimismo, partiu para o confronto com os adversários, apagou Marina no pleito, acusou Aécio de cortar os programas sociais, fez o diabo com os números e ganhou o apoio da população. Foi uma campanha eleitoral milionária, em que o governo jogou todas as fichas para se manter no poder. Perto da eleição, 31% dos eleitores achavam que a inflação iria subir e 26%, que haveria desemprego; o País iria piorar para 15%. Pois hoje os brasileiros amargam terrível ressaca. Com aprovação de cerca de 8%, Dilma agoniza no poder. O eleitorado bovino deixou-se levar por promessas e paga a conta da incompetência petista.

A democracia, todos sabem, está longe de ser um sistema de governo perfeito. É encarada, na verdade, como o menos pior por grande parte da literatura especializada. Uma de suas maiores virtudes, no entanto, apresenta-se por vezes como seu lado mais sombrio: a capacidade de criar uma classe política que produza a sociedade, com suas virtudes e seus vícios.


Em tempos de deflagração do maior escândalo de corrupção de que se tem notícia no Brasil, pensar nossos representantes como um espelho de nós mesmos não parece tarefa das mais agradáveis. Mas é das mais urgentes.

Como fomos capazes de eleger, de norte a sul, da esquerda à direita, uma classe política capaz de cometer tantas atrocidades com recursos públicos quantas estão sendo escancaradas pela operação Lava Jato? De onde saíram todos esses corruptos e corruptores capazes de movimentar quantias astronômicas desviadas de setores importantes do Estado?

Essas indagações nos levam a uma reflexão séria e profunda sobre nossas próprias atitudes, sobre como mentimos para nós mesmos quando infringimos uma pequena regra da sociedade, sobre como convivemos com nossas contradições sem muitas vezes darmo-nos conta das consequências e dos danos que podem gerar.

A síntese deste exame de consciência que interpela cada um de nós, de maneira séria e nos alerta sobre o protagonismo que, de forma intencional ou à nossa revelia, desempenhamos a vida política do nosso país.
   
 


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