segunda-feira, 16 de maio de 2016

UM NOVO BRASIL



UM NOVO BRASIL




Para darmos continuidade ao último texto que escrevi “PAÍS ESCREVE NOVA PÁGINA”, vou falar dentro de minhas possibilidades, do que penso do Novo Brasil, que todos esperamos.
Um Novo Brasil é possível se houver equidade e justiça lastreadas na honestidade intelectual, transparência e decência dos que detêm o poder da caneta que balizara a vida de todos os cidadãos.
Os desafios de Michel Temer são gigantescos, da mesma envergadura dos recursos existentes no país, sejam materias ou imateriais. Mas nenhum governante que se diga sério e comprometido com o futuro da nação poderá efetivar mudanças com decisões que exijam sacrifícios só da classe mais pobre e desfavorecida.
Exemplifico como o rombo da previdência, os problemas  gerados na saúde, na educação, na segurança, no desemprego, no total desmanche de toda estrutura do país que sempre foi geradora de empregos e contribuição de impostos.

Sabemos perfeitamente que a atual situação não será resolvida do dia para noite conforme pressionam sindicalistas e FIESP contra os possíveis ajustes que terão que vir.
Se olharmos pelas últimas notícias que em apenas seis anos o Brasil perdeu quase uma Argentina de consumo com gastos de famílias, itens de vestuário e educação que voltarão ao nível de 2010, segundo previsão.
Espero que o que Michel Temer disse em seu primeiro pronunciamento a nação, neste último domingo, declarando que ele considera que o melhor legado que ele poderá deixar ao país é a pacificação política, seja cumprido.
Para isto precisamos de aproveitar as lições de civismo que foram proferidas pelo Presidente dos EUA, Barack Obama dizendo: “Basta!”
Basta à política de identidade do grupo que pode deixar de lado o propósito comum. Basta ao partidarismo tão casuísta que ecoa no ódio. Basta ao som ensurdecedor e a fúria que cega no nosso debate público, essas coisas poderão servir a um entretenimento, não ao entendimento e constitui um obstáculo para o progresso.
Então partindo das premissas precisamos criar uma política melhor, uma política que seja menos espetáculo e mais uma batalha de ideias, do contrário vozes radicais preencherão o vazio.
Por outro lado é possível discordar legitimamente, mas que ouçamos aqueles de quem discordamos. Portanto não tentem afastar as pessoas, não tentem excluídas, independentemente do quanto discordaram delas.

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