UM NOVO BRASIL
Para darmos
continuidade ao último texto que escrevi “PAÍS
ESCREVE NOVA PÁGINA”, vou falar dentro de minhas possibilidades, do que
penso do Novo Brasil, que todos esperamos.
Um Novo
Brasil é possível se houver equidade e justiça lastreadas na honestidade
intelectual, transparência e decência dos que detêm o poder da caneta que
balizara a vida de todos os cidadãos.
Os desafios
de Michel Temer são gigantescos, da mesma envergadura dos recursos existentes
no país, sejam materias ou imateriais. Mas nenhum governante que se diga sério
e comprometido com o futuro da nação poderá efetivar mudanças com decisões que
exijam sacrifícios só da classe mais pobre e desfavorecida.
Exemplifico
como o rombo da previdência, os problemas
gerados na saúde, na educação, na segurança, no desemprego, no total
desmanche de toda estrutura do país que sempre foi geradora de empregos e contribuição
de impostos.
Sabemos
perfeitamente que a atual situação não será resolvida do dia para noite conforme
pressionam sindicalistas e FIESP contra os possíveis ajustes que terão que vir.
Se olharmos
pelas últimas notícias que em apenas seis anos o Brasil perdeu quase uma
Argentina de consumo com gastos de famílias, itens de vestuário e educação que
voltarão ao nível de 2010, segundo previsão.
Espero que o
que Michel Temer disse em seu primeiro pronunciamento a nação, neste último
domingo, declarando que ele considera que o melhor legado que ele poderá deixar
ao país é a pacificação política, seja cumprido.
Para isto
precisamos de aproveitar as lições de civismo que foram proferidas pelo
Presidente dos EUA, Barack Obama dizendo: “Basta!”
Basta à
política de identidade do grupo que pode deixar de lado o propósito comum.
Basta ao partidarismo tão casuísta que ecoa no ódio. Basta ao som ensurdecedor
e a fúria que cega no nosso debate público, essas coisas poderão servir a um entretenimento,
não ao entendimento e constitui um obstáculo para o progresso.
Então
partindo das premissas precisamos criar uma política melhor, uma política que
seja menos espetáculo e mais uma batalha de ideias, do contrário vozes radicais
preencherão o vazio.
Por outro
lado é possível discordar legitimamente, mas que ouçamos aqueles de quem discordamos.
Portanto não tentem afastar as pessoas, não tentem excluídas, independentemente
do quanto discordaram delas.
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