Decisões para 27 de outubro
Brasília – O novo governo começará em 27 de outubro, dia
seguinte ao segundo turno das eleições, e não em 1º de janeiro de 2015, quando
o vencedor subirá a rampa do Planalto. Nos dois últimos meses deste ano, Dilma
Rousseff (PT) ou Aécio Neves (PSDB) terão de tomar decisões importantes para
que a economia reaja, se livre dos artificialismos e consiga se desgarrar do
marasmo que a levou ao crescimento pífio e à inflação alta e persistente.
Entre os temas a serem resolvidas de imediato pelo candidato vitorioso nas urnas, estará o imbróglio do preço dos combustíveis. Dilma ou Aécio precisará não só definir quando será o reajuste da gasolina e do diesel, como serão pressionados a dar uma resposta à defasagem atual dos valores em relação ao mercado externo, que pressiona o caixa e os investimentos da Petrobras, fazendo a estatal perder milhões de reais todo dia, comprometendo ainda mais a sua saúde financeira.
Pelo andar da carruagem, independentemente das intenções do próximo presidente, o reajuste dos combustíveis deve ocorrer em novembro, ainda em meio à ressaca do resultado. Também já no mês que vem, quando o governo terá de colocar na mesa receitas e despesas, será a hora de discutir sobre o Orçamento de 2015 e sobre o superávit primário deste ano. Nesse ponto, o principal entrave, sustentam analistas, está no fato de que as receitas estão infladas e difíceis de serem domadas.
Logo após a vitória, da petista ou do tucano não haverá muito tempo para descanso ou comemoração. Quem conquistar a preferência do eleitorado precisará negociar com o Congresso a redução da meta de superávit primário, a economia do governo. Os 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) fixados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não serão atingidos até dezembro, mesmo com o atual governo utilizando manobras contábeis para melhorar as contas.
O maior desafio, que não vai esperar a festa da posse na virada do ano, corresponde à “menor expansão da despesa”, na opinião do economista e professor da Universidade de São Paulo (USP), Simão Davi Silber. “A gastança pública é o ponto mais preocupante. No curtíssimo prazo, para conseguir acabar com o artifício contábil e propor um superávit maior, o próximo presidente terá de segurar custos no maior número de áreas”, defendeu.
Mesmo com boa vontade e disposição para mudar a política econômica, quem herdar o cenário atual não escapará de aumentar impostos a partir de 2015, analisou Silber. “Não haverá outra saída para ajustar as contas públicas. Aécio ou a própria Dilma terá nas mãos um abacaxi monumental”, comentou ele, lembrando que as agências de classificação de risco estão de olho no Brasil e, caso não haja mudança de rumo, o país tem tudo para sofrer novos rebaixamentos.
Anunciar a equipe o quanto antes também ditará os humores da economia, acrescentou Newton Marques, conselheiro do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal. “Mesmo se for Dilma a vitoriosa, o discurso e o posicionamento terão de mudar, para provocar uma reversão de expectativas para o ano que vem, uma vez que 2014 está perdido”, disse. Aécio já anunciou Armínio Fraga como seu ministro da Fazenda. Dilma avisou que Guido Mantega não continuaria.
Entre os temas a serem resolvidas de imediato pelo candidato vitorioso nas urnas, estará o imbróglio do preço dos combustíveis. Dilma ou Aécio precisará não só definir quando será o reajuste da gasolina e do diesel, como serão pressionados a dar uma resposta à defasagem atual dos valores em relação ao mercado externo, que pressiona o caixa e os investimentos da Petrobras, fazendo a estatal perder milhões de reais todo dia, comprometendo ainda mais a sua saúde financeira.
Pelo andar da carruagem, independentemente das intenções do próximo presidente, o reajuste dos combustíveis deve ocorrer em novembro, ainda em meio à ressaca do resultado. Também já no mês que vem, quando o governo terá de colocar na mesa receitas e despesas, será a hora de discutir sobre o Orçamento de 2015 e sobre o superávit primário deste ano. Nesse ponto, o principal entrave, sustentam analistas, está no fato de que as receitas estão infladas e difíceis de serem domadas.
Logo após a vitória, da petista ou do tucano não haverá muito tempo para descanso ou comemoração. Quem conquistar a preferência do eleitorado precisará negociar com o Congresso a redução da meta de superávit primário, a economia do governo. Os 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) fixados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não serão atingidos até dezembro, mesmo com o atual governo utilizando manobras contábeis para melhorar as contas.
O maior desafio, que não vai esperar a festa da posse na virada do ano, corresponde à “menor expansão da despesa”, na opinião do economista e professor da Universidade de São Paulo (USP), Simão Davi Silber. “A gastança pública é o ponto mais preocupante. No curtíssimo prazo, para conseguir acabar com o artifício contábil e propor um superávit maior, o próximo presidente terá de segurar custos no maior número de áreas”, defendeu.
Mesmo com boa vontade e disposição para mudar a política econômica, quem herdar o cenário atual não escapará de aumentar impostos a partir de 2015, analisou Silber. “Não haverá outra saída para ajustar as contas públicas. Aécio ou a própria Dilma terá nas mãos um abacaxi monumental”, comentou ele, lembrando que as agências de classificação de risco estão de olho no Brasil e, caso não haja mudança de rumo, o país tem tudo para sofrer novos rebaixamentos.
Anunciar a equipe o quanto antes também ditará os humores da economia, acrescentou Newton Marques, conselheiro do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal. “Mesmo se for Dilma a vitoriosa, o discurso e o posicionamento terão de mudar, para provocar uma reversão de expectativas para o ano que vem, uma vez que 2014 está perdido”, disse. Aécio já anunciou Armínio Fraga como seu ministro da Fazenda. Dilma avisou que Guido Mantega não continuaria.
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